segunda-feira, 20 de maio de 2013

Da realidade além dos nossos sentidos


Existe uma coisa muito além da minha compreensão.
Existe algo que eu sei que existe, mas prefiro não acreditar.
Não é uma questão de orgulho, mas mais uma questão de constatação.

De alguma forma eu sei que existe algo atrás da moldura da realidade. Em qualquer lugar que eu olhe, para o lado que for eu sei que existe alguma realidade que não pode ser sentida por meio dos nossos sentidos tão comuns. Eu sei que por trás do véu da realidade existe um universo imenso de coisas que eu não sei como explicar.



Mas a minha percepção não se resulta em uma simples constatação. Eu não sei o mecanismo e nem como chegar lá do outro lado, mas como eu sei que existe esse outro universo, isso eu posso explicar.

Esse assunto já fora objeto de discussão por uma série de pensadores respeitáveis. Platão, Kant, só para citar alguns. Meio que da mesma linhagem todos sabiam que existia um mundo ou algo além da nossa compreensão e que esta coisa ou realidade não poderia ser alcançável por nossos sentidos. Enquanto Platão acreditava que pelo caminho da busca da sabedoria seria possível encontrar o mundo real, Kant, finalmente, pôs um fim nisso tudo e disse que seria impossível compreendermos o objeto em si, ou a coisa em si.

Deixando de lado o raciocínio, eu tenho certeza de que algo além da minha compreensão existe. Seria ingênuo ou um perfeito imbecil para afirmar o contrário. Mas na medida em que acredito na possibilidade de existência dessa outra coisa, acredito, por outro lado, que é impossível alcançarmos através dos nossos sentidos.

Isso tudo é um grande mistério. Talvez esta é a razão para tanto segredo.

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Sobre a arte de enganar os outros e a mim mesmo


Alguma coisa aconteceu.

Não sou mais quem fui ontem. Tampouco quem fui horas a trás. Mas estou certo de uma coisa. De que tendo você como alguém que me escuta e as vezes me lê, certamente entenderá as minhas palavras.

Saiba que não fui assim. Era comum as mudanças e repentinas as constatações. Eram duradouras e as vezes até doíam. Eram tristes como também eram alegres. As mudanças me ensinaram muito sobre mim e pouco sobre o mundo.

Chegou um tempo em que a coisa se inverteu. Passei a buscar mais o entendimento da realidade, do mundo, das pessoas. Parei de buscar quem sou eu. De vez em quando eu me aproximava da curiosidade de quem eu era. Mas alguma coisa me puxava de volta, como se a minha vida fosse um tempo passando a nossas costas enquanto estávamos concentrados na frente da TV.




Pois bem, assim como eram repentinas as constatações tornou-se esporádicos os momentos em que eu me encontrava. Assim, em pedaços, fui percebendo o pouco a pouco do que tinha mudado em mim. E isso era bom pois eu via a que resultados cheguei em busca da minha jornada.

Tenho certeza de que de alguma forma você entenderá isso. Talvez não hoje, nem amanhã. Mas um dia se lembrará de mim e disso que acabei de escrever. Essas palavras pulsarão na sua mente. Ecoarão por toda a sua consciência. Sei que um dia te fará sentido.

Mas hoje chegou. E algo estranho aconteceu. É como se eu pudesse te determinar a que tipo de pessoa sou. A que coisa gosto de ler e o que tenho para te oferecer. E não só isso, sei exatamente do que falo. Confesso que passei boa parte do tempo te afirmando e afirmando para os outros idéias que eu não tinha absoluta certeza do que elas queriam dizer.

Foi daí que cheguei a conclusão de que eu sou um ótimo enganador, pois enganei a todo mundo e principalmente a mim mesmo.

Isso tem um tom de triste. Mas é a mais pura verdade. Na medida em que nos ferimos com a verdade nós aprendemos a sentir dor. E com a dor buscamos evitá-la. E é evitando a dor que encontramos a paz. E na paz não precisamos de verdade, isto por que já aprendemos tudo, principalmente tudo o que tínhamos de aprender sobre nós.

É com essas palavras que eu termino dizendo, eu estou bem. 

sexta-feira, 8 de março de 2013

Considerações sobre a falta de mim mesmo


Faz tempo que não escrevo por aqui. Também, com o tanto de coisas que eu faço no meu dia a dia acabo não tendo tempo para nada, sequer para ler meus e-mails. Tudo agora é por meio da correria, da pressa, do risco de fazer a coisa imperfeita, haja vista que a pressa é a inimiga da perfeição.

Uma hora ou outra eu sento para ler as noticias dos principais jornais do país. Eu gosto de fazer isso, me deixa inteirado sobre as coisas que acontece e isso é exatamente o que eu quero, estar antenado sobre tudo!

Mas uma sensação tem se aproximado de mim nesses últimos dias. Mesmo sem tempo pra conversar comigo mesmo, as vezes eu sento e sinto. A conclusão que eu tiro é que tem alguma coisa que não sei bem o que é, mas esta errado.

Hoje finalmente pude sentar e escrever um pouco sobre mim. É difícil para a maioria das pessoas, isto por que a maioria delas vivem atrás de mascaras. Mascaras estas que são impostas a todos para que todos as usem. Eu ainda prefiro ser eu mesmo, e eis que entramos onde quero chegar...

Marcelo Duarte Palagano


Eu não tenho dado o devido valor a quem sou. Tenho me preocupado demais com as atividades da minha vida e me esqueci de quem sou. Afirmar que esqueci é exagero, apenas deixei de lado a atenção sobre quem sou. Isso pode soar estranho para algumas pessoas, mas quando estamos lotados de atividades, tanto do trabalho quanto da faculdade nós, imotivadamente, nos esquecemos de nós mesmos.

Em razão dessa deixada de lado de quem sou eu não percebi quanta falta eu sentia de mim mesmo. Parece simples alguém ler tudo isso aqui e chegar a alguma conclusão que não fosse a que eu gostaria que chegassem, mas a coisa é mais complexa do que podem imaginar.

Com falta de tempo, esta foi a primeira vez que eu não me exigi nada mais e nem nada menos do que um pouco de atenção. Não exigi de mim drogas, doces, pessoas, conforto, musica, prazer, ou qualquer tipo de entretenimento que poderia ser exigido (como já foi várias vezes) por mim.

Foi a primeira vez que eu exigi de mim um pouco de atenção. Nunca foi assim, aliás, foi gostoso isso. Isso só me mostrou o quanto ainda tenho de aprender com situações que a vida me proporciona.

Estamos acostumados a lidar com os problemas dos outros, mas muitas vezes nos esquecemos de resolver os nossos.

Eu chego a essa conclusão tão simples com uma ponderação imensa. As vezes eu olho para alguma coisa por alguns minutos. Pondero sobre a natureza da coisa. Questiono, me surpreendo. O conhecimento de nós, do que queremos, do que precisamos e de tudo o que esta e envolve a realidade é simplesmente sublime.

Não pretendo fazer nenhuma promessa de mudança de comportamento, isso não rola agora.

Mas eu gostaria de deixar claro o quão preocupado estou. E deixar claro mais algumas coisas que merecem ser escritas.

Primeiramente, eu pretendo não me importar com os pré-questionamentos que algumas pessoas fazem de mim. Até por que o pré-questionamento mais importante é o meu em relação a elas. Oras, se alguém não é suficientemente tão importante para mim no momento, por que sofrer com o que aquele ou aquela ali vão dizer ou pensar sobre mim?

A outra coisa e centrar mais o meu tipo social em mim. Acredito muito no pressuposto social que diz que temos de gostar de nós antes de gostar de outro alguém. É verdade, mas este artigo não fala em gosto, não julga se algo é justo ou não, bom ou ruim. Apenas, ressalto, que existiu uma falta de mim para comigo mesmo. É isso.

E eu acho que a mais importante de todas, trate os iguais como iguais e os desiguais como desiguais.




terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Breve ponderação sobre as grandes motivações


Os dias tem ficado agitados demais. As vezes são tantas coisas para se fazer que não sei por onde começar. Mas engano daquele que pensa que estou perdido diante do caos. Pelo contrário, sinto que quanto mais problemas surgem mais forte fico.

Na mesma esteira vivo num mundo prontamente contraditório. Hoje em dia não discuto mais questões como falsidade e hipocrisia, tudo isso é uma grande perda de tempo. A verdade é que as vezes precisamos de um empurrãozinho que mais se parece com um soco na cara. Acordar não adianta mais, é perda de tempo, a verdadeira mudança só acontece quando nos levantamos e saímos de nosso conforto.

ISTOÉ


E ai que entra a nova discussão da vez. Até que ponto precisamos sujar a sociedade com mentiras e desgraças para o que povo se sinta incomodado e comece a sair nas ruas para reivindicar os seus direitos? E ai que entendemos a síntese desse cenário todo: tudo não passa de um grande relativismo de escolhas e interesses.

O que quero dizer é que só lutamos por alguma coisa ou contra alguma coisa quando realmente nos afeta e nos prejudica. E então, percebe-se que falta na gente uma grande dose de consciência coletiva. Mas isso não é ensinado nas escolas, não é pregado pela família tampouco pelas instituições religiosas. Isso você só consegue com uma auto reflexão de si mesmo e da realidade e das pessoas que nela estão inseridas.

Por enquanto é isso.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Carta Aberta ao povo brasileiro


Povo brasileiro.

Estamos a beira da calamidade da moral e da ética neste país. Escrevo isso com imensa tristeza, pois assim como muitos dos poucos que poderão ler esta carta, eu também sou brasileiro e amo o meu país.

Passamos por momentos difíceis no passado. Interpusemos a democracia na esperança de nos livrarmos da repressão que encobria todo e qualquer ato de violência. Foi com o nosso suor, com a nossa cara pintada que conseguimos expulsar aqueles que feriam o coração deste país. Faz exatamente pouco mais de 20 anos que vivemos sob um regime democrático. Eis que na primeira eleição livre de qualquer coação colocamos um individuo que fez mal ao povo brasileiro no seu segundo ano de mandato. O expulsamos da cadeira que nós havíamos colocado. Porém, insistimos no erro ao eleger outra vez mesmo sabendo que no passado ele havia prejudicado a todos nós.

Toco neste assunto pois o Brasil passa por sérios abusos da moralidade, do desrespeito ao principio da legalidade, e qualquer outra virtude que nos diferencia dos animais... afinal, julga-se que eles são irracionais e nós, pelo contrário, somos “racionais”.

Erramos ao eleger um inimigo do Estado brasileiro. Mas anos mais tarde colocamos ele mais uma vez na cúpula do poder.

Pois bem. Agora os ventos são outros. O que temos? Temos o senado contaminado por corruptos e falsos moralistas. Nossas casas são invadidas por impostos enquanto que eles discutem todos os dias a possibilidade de um 15ª, 16ª salário!

Vivemos o horror. O que me impressiona povo brasileiro é a nossa capacidade de assistir todo esse horror sentado e calado. Estamos inertes! E como poderemos ter orgulho um dia de um passado que estamos escrevendo? Como poderemos dizer aos nossos netos, ou filhos que vivemos num país onde se é respeitado a justiça, onde todos são livres e que aqui se respeita os direitos humanos? Como faremos isso diante de uma sociedade que não se mexe ao ver grupos partidários promoverem jantares para pagar as multas de seus companheiros que foram condenados num dos maiores julgamentos da história deste país?

Eu não sei responder se posso acreditar na justiça. Enquanto centenas de pessoas morrem por descaso dos governantes em fiscalizar casas noturnas, eles elegem um corrupto, um homem que tem a alma suja da mais absurda sujeira que se pode descobrir no âmbito da moral e dos BONS costumes!

O carnaval esta prestes a começar. Iremos ver centenas, milhares de pessoas saírem as ruas para comemorarem o carnaval. Mas nunca veremos centenas e nem milhares de pessoas saírem as ruas para reclamar dos escândalos que vemos por aqui. Enquanto isso o negócio ferve na Índia por causa do estupro de uma jovem num ônibus. A coisa é feia lá no Egito, pois lá se comemora a primavera árabe. E aqui no nosso país... Comemoramos jogos de futebol e festas como o carnaval!

Toma vergonha nessa cara povo brasileiro e veja nos jornais a imagem de um homem absurdamente corrupto tomar posse como presidente do Senado.

E vejam que mesmo com o abaixo assinado, mesmo com o clamor das mídias, mesmo com os escândalos e processos tramitando na justiça, o Senado brasileiro fez questão de colocar este homem mais uma vez no poder! Escutem amigos! O SENADO NÃO OUVIU O NOSSO GRITO DE PROTESTO!

Eu amo meu país, mas assim, do jeito que esta, não tenho a minima vontade de bater no peito e dizer que sou brasileiro...

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Considerações sobre a primeira semana de trabalho e as mudanças...


“As vezes eu falo com a vida,
As vezes é ela quem diz...”


Tem acontecido muitas coisas na minha vida desde que voltei a trabalhar. Logo na primeira semana eu tive uma experiência que poderia ser comparada com a explosão de uma estrela. Meio que tive um choque que despertou dentro de mim uma necessidade de buscar um lugar no espaço complexo e dinâmico do mercado de trabalho. Tenho certeza que me sairei bem nessa nova missão que a vida me propõe.

Sabem, eu resolvi mudar as coisas. Efetivamente, eu acredito que essa, como muitas vezes já achei, é sem duvida uma dais maiores transformações da minha vida.

É interessante percebermos em nós todo o poder de criação que temos. A vontade é o principio ativo de toda a transformação. Ela é impulsionada através de uma motivação que poderá ser interna ou externa. O que esta dentro de mim poderá ser controlado. Já o que esta fora de mim esta fora do meu controle, logo, é mais fácil de me machucar ou decepcionar com as falhas alheia a minha vontade.

Basta querermos. Penso assim. Desde que me conheço por gente.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Considerações sobre Céu e inferno



 (...)
The tolling of the iron bell
Calls the faithful to their knees
To hear the softly spoken magic spells

(Time -Pink Floyd)


É difícil de acreditar nas coisas que aconteceram hoje, por outro lado, deixaremos isso de lado, o que importa mesmo é o assunto que quero abordar.

Céu e inferno existem? Os poucos que me conhecem sabem que eu não acredito no Deus cristão que a Bíblia prega, ou também qualquer deus do panteão ou qualquer deus monoteísta. Por que digo essas coisas? Por que sempre associado a essa ideia de Deus sempre vem a idéia de inferno.

Seria satisfatório, por outro lado, pensar que o inferno existe. E que boa parte (se não a maioria) dos políticos poderiam ir para lá. A gente nasce, cresce, se desenvolve e somos diariamente obrigados a pagar impostos que são convertidos em dinheiro publico e que no final acaba virando banheira para deputado... Essa é a nossa vida. Particularmente, nesse caso especifico, dou total credibilidade no inferno. Mas somente para este caso.

Sabemos que nada disso existe. Sabemos que o céu como os religiosos pregam não existe. O paraíso, uma idéia tão bem elaborada da fuga da experiência de viver a vida que hoje em dia é difícil você convencer alguém a deixar a sua crença num mundo melhor para viver este mundo.

Mas o mundo, este a qual me refiro, esta contaminado. Totalmente sujo de crueldade. Basta ver os noticiários da TV que verão o qual perdido estamos na maldade. Maldade acaba rimando com sociedade. E é na sociedade que se encontra o mal.

Fora da sociedade ainda resta a natureza. Natureza que o homem decidiu ignorar. Com suas grandes invenções criou condições de viver de modo civilizado, diferente de quem vive em meio a natureza. Eis que se cria a cidade. Cidade! Cidade! É o local onde mora toda a sociedade. Fora dela temos mato, floresta, pântano, deserto, etc. As mais variadas forma de natureza possível. Dentro da sociedade temos as classes, os grupos, os clãs... temos o marginal na cidade e o selvagem fora da cidade.

Com tanta história pra contar, eu acho que no mundo de hoje, esse mundo “pós-modernos”, não cabe mais espaço para ter medo de inferno. Se bem como disse acima que seria ideal que certos parlamentares fossem direto para lá. Sem direito de ser julgado numa instância privilegiada.
Como não tem espaço para essa grande divisão de valores divinos (céu e inferno) resta a nós acreditar na mudança. Na transformação dos valores e na crença de que um dia tudo vai mudar para melhor. Escolas serão erguidas, hospitais serão construídos, pessoas viverão felizes. E tudo isso num mundo onde não se tem mais esperança na criatividade do homem. Num mundo onde as magoas não são consoladas. Numa utopia se querem saber.

Nós somos cruéis com nós mesmo. Vemos pessoas como nós morrerem por ai. Terem suas vidas arrancadas pelas mãos de jovens com arma na mão. Nós somos cruéis ao ponto de ver o noticiário da TV, saber que a vitima morreu logo após o disparo da arma, e levantar no outro dia pronto para ir para o trabalho se comportando como se nada ocorreu, como se nada tivesse acontecido. Não foi com você e nem foi comigo, mas somos talvez a próxima vitima desse mundo que transformamos num inferno.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Considerações sobre mim, acordar cedo, insônia, entre outras coisas

Acordei hoje pela manhã e sentia frio. Não é comum a essa época do ano eu sentir frio. Era cedo, o ar estava gelado, vi o relógio do celular e ele me informava que era cedo demais para acordar. Liguei o rádio. Realmente era cedo demais. Quem falava era o carinha do jornal da manhã... o problema não era acordar cedo... o problema é dormir cedo.

Ultimamente eu tenho vivido um drama. Não consigo dormir cedo. Talvez por exagero da loucura, os efeitos das drogas só estão aparecendo agora. Mas não creio que seja isso. Conheço gente que se drogou mais que eu e dorme feito um bebe. O problema é outro...

¿ Você sabia que: a insônia, um termo amplo que abrange muitas formas diferentes de dificuldades para dormir, tem uma série de causas e pode estar relacionada a outros problemas de saúde. A insônia, como outros transtornos secundários do sono, é geralmente sintoma de que um outro problema físico, emocional, comportamental ou ambiental está afetando o sono.¿



Meu corpo dói na hora de ir dormir e a minha consciência tem culpado a minha postura. Minha postura por que acredito que eu passo muito tempo sentado lendo ou vendo filmes... inclusive os pornográficos.

Eu sou tão comum que eu poderia simplificar quem sou em uma curta oração: simples e modesto, complexo e diferente.

Aproveitando que dessa vez eu acordei cedo (cedo, cedo, cedo, ela dizia que era cedoooo) fui e fiz o café. Ah! Como eu gosto de café. Café com jornal então... Melhor ainda. E li tudo o que poderia ler. Estou interado sobre diversos assuntos. Fiquei o dia todo protelando a fazer aquilo que prometi fazer. Se já tivesse feito a essas horas eu já tinha terminado.

Minha mãe pediu que eu baixasse para ela algumas musicas de um grupo musical ai. Eu já achei as musicas, está tudo pronto, basta ir lá e clicar em download... mas sempre tem alguma coisa que me puxa pra fazer outra coisa.. p. ex. postar qualquer no blog.


É isso. Minhas férias estão acabando e dessa vez eu consegui fazer uma coisa que eu nunca havia feito (são duas na verdade). Consegui com uma só opinião causar um barraco no meu status do Facebook. E a outra coisa é que pela primeira vez as pessoas não estavam contra mim (fiquei super feliz por isso). Geralmente é Marcelo Vs todo mundo. Só que dessa vez não...

Gosto de ler jornais. Gosto de ouvir rádio. Gosto muito na verdade de ouvir rádio. As vezes acho que o carinha do rádio esta falando as noticias só pra mim. A ficha só cai quando ele começa falar de transito e me lembro que não possuo carro ainda.

É isso.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Considerações inevitáveis sobre a violência

As vezes eu olho para o lado e vejo que tenho muita coisa pra viver ainda. Ai eu olho pro outro lado e vejo que há uma probabilidade razoavelmente considerável de que um imbecil possa vir a tirar a vida de mim. Isto por que o conceito que temos da vida tornou-se tão insignificante, o mundo hoje só dá valor ao dinheiro e se esquecem da vida.

Muitos jovens morrem todos os dias. Mal experimentaram a vida e a vida lhe são tiradas. Isto serve também para o soldado que tão jovem já recrutado para enfrentar uma guerra onde sabe que terá de tirar a vida de muitos jovens assim como ele. Mal experimentaram a vida e os Estados lançam esses jovens para as trincheiras a fim de sustentar o seu poder, a sua soberania, a sua grande estupidez.

Mas eu me concentro no buraco daqui. Isto por que vivo na cidade e isto fora construído para ser um lugar seguro, só que não é.

Esta semana uma grávida de 9 meses levou um tiro durante um assalto. Acreditem, ela é da zona sul, seu bairro possuía uma vigilância particular. Só que em razão do custo alto dessa segurança privada, os moradores daquele condomínio resolveram cancelar o contrato por um prazo de 3 meses. Eis o resultado. Triste, mas é a verdade. Gabriela nasceu mediante a uma cesariana de emergência. Sua mãe ainda continua em coma.

É histórias como esta que me chocam. Como assim alguém vai e atira na cabeça de uma grávida? Será que a pessoa que toma essa decisão não pensa nas conseqüências desse ato? Que por esta razão a criança poderá crescer sem os cuidados da mãe e com isso terá de ser adotada e sabe lá quem poderá adotá-la, sendo que ela corre o risco de crescer num ambiente familiar violento com um pai usuário de drogas ou uma mãe sem os caprichos que uma verdadeira mãe poderia dar! Será que um imbecil que atirou parou pra pensar nisso? Claro que não!

Consciência. Falta isso hoje em dia. Os marginais não estão nem ai pra quem somos. Se somos pais, filhos, netos, mães, empregados, professores, policiais... não importa (o gozado é que não se inclui nessa lista os políticos) o que importa é que a impunidade está cada vez maior... os bárbaros agora convivem entre nós!



quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Considerações sobre a morte e a vida


Antes não havia nada. Então logo depois surgiu a vida. A vida até pode ser curta. Porém, o instante em que a vida se encerra a este instante chamamos de morte. Depois desse instante que chamamos de morte e que a vida deixa de existir, depois disso tudo, voltemos ao estágio inicial, ou seja, para instante em que não há nada.



Começo traçando essa humildes linhas a fim de que deixe claro que não há nada antes e nem depois da vida. Acredito nisso por que penso que não é necessário continuar com a vida. Talvez, o ser humano tenha prazer na vida e assim espera que ela continue em outro grau ou em outra dimensão. Contudo, vejo que tudo isso nada mais é que pressupostos para deixar de acreditar na vida presente.

Acreditar na vida presente não quer dizer que tenhamos que largar mão de nossos deveres e assim fazermos o que achamos melhor fazer. Penso que a vida tem de ser experimentada, já que o caso daqueles que acreditam que a vida é curta. Ou para aqueles que não são saldáveis o que resta é lamentar pelo que não tem ou então buscar algum jeito de aproveitar a vida. Talvez seria menos penoso se essas pessoas procurassem de alguma forma explorar a vida interior, que acredito existir em cada um.

Não é por que acredito em vida interior que acredito que a alma ou espírito (tanto faz) após a morte vá para outro mundo e lá se encontra com outras entidades. Nada disso. A vida interior é reflexiva e pode ser sentida. Nós condicionamos a razão a sentir e viver o que escolhemos. Claro, obedecendo as condições que temos. O problema é que nem todos pensam assim e por isso sofrem.

Na verdade precisamos é de uma bengala para podermos viver. Justificando nossos atos em mitos, lendas, crenças e superstições que ao passar do tempo perdem seu valor. Na real, precisamos ser reconstruídos, reinventados.



Voltemos. A vida pode ser um instante ou uma peça. Pode ser também um longa ou um curta. Quem é escreve somos nós. Nascemos no mundo e ele já estava pronto para nós. O que precisamos é enxergar de alguma forma as condições que nos levam a alcançar o que queremos. Assim é a esta fantástica mágica que chamamos de vida.

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Da falta de moral da nossa sociedade


Muita coisa ruim tem acontecido ultimamente. Além dos desastres que vimos na TV e lemos nos jornais, particularmente, o maior inimigo da sociedade age em silêncio. Ninguém sabe e ninguém viu. Muitos daqueles que controlam a verdadeira força motriz do Estado preferem que a grande massa realmente não saiba e não comente sobre as grandes transformações que a sociedade tem passado. Não é apenas as avalanches, as ondas gigantes ou os desmoronamento de terras que matam pessoas, mas também ideologias baratas e a falta de uma moral bem estruturada.

Falsos moralistas, falsos poetas. Já dizia isso um bom e grande homem. Porém, falsos moralistas somos nós que em nossos círculos de amizade ou até mesmo de relacionamento matrimonial insistimos em usar as mesmas roupas sujas que nossos antepassados usaram. De certa forma acredito que o povo ainda não esta preparado para uma revolução cultural, sequer temos como definir quem somos.

As idéias de nosso tempo são uma vergonha. A cultura é praticamente o resto daquilo que um dia fez sucesso. Nossa musica, nossa arte, nosso modo de catalogar tudo isso, nossa história, isso tudo! É tão deprimente que um dia se forem contar a história de nosso tempo sem duvida iram pular essa parte... O que de fato foi importante para a nossa sociedade? O julgamento do mensalão? O que isso prova? Prova que somos altamente e suficientemente podres por dentro, pois colaboramos com toda essa miséria.

Nossos jovens já nascem sem cérebro. Acham bonito que o fazem, e aliás, ao que entendo, parece-me que só sabem repetir a mesma coisa desde que nascem: a culpa é da policia, a culpa da policia... O mesmo discurso patético e ridículo que insistimos em usar.

Tudo isso será superado, tenho certeza e fé que isso acontecerá. Um novo mundo esta para nascer. Eu sei, posso sentir, posso ver... 



segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Por que as pessoas insistem em dizer a mesma coisa?


Olho no espelho e nem me reconheço. O tempo passou e tanta coisa aconteceu.

Recentemente aconteceu uma coisa que me chamou a atenção. A minha intenção não era causar a polêmica que aconteceu. Mas já que aconteceu tenho de admitir que gostei do que vi.

Insistem em me acusar de uma série de coisa que não sou mais. É impressionante como as pessoas ainda carregam rancores e se machucam tão facilmente por coisas inúteis. Ao exclamar o que achava sobre determinadas atitudes não quis dizer que era a minha sentença.

Assim como muitas outras pessoas no mundo estou sujeito a mudanças. O que não mudou de fato foi a cabeça das pessoa que acham que eu acho que tenho autoridade para julgar e decidir o que bem entender sobre qualquer coisa.

Não sou juiz, sou apenas um rapaz latino americano sem dinheiro no banco.



Se eu, que convivo comigo diariamente me surpreendi quando olhei para o espelho e vi o quanto eu mudei... por que as pessoas não tiram logo a venda de seus olhos e vejam o quanto elas também podem ter mudado.

Por outro lado, preferem continuar acreditando que só por que acham que elas não mudaram, eu também não mudei. Triste, mas necessário...