sexta-feira, 8 de março de 2013

Considerações sobre a falta de mim mesmo


Faz tempo que não escrevo por aqui. Também, com o tanto de coisas que eu faço no meu dia a dia acabo não tendo tempo para nada, sequer para ler meus e-mails. Tudo agora é por meio da correria, da pressa, do risco de fazer a coisa imperfeita, haja vista que a pressa é a inimiga da perfeição.

Uma hora ou outra eu sento para ler as noticias dos principais jornais do país. Eu gosto de fazer isso, me deixa inteirado sobre as coisas que acontece e isso é exatamente o que eu quero, estar antenado sobre tudo!

Mas uma sensação tem se aproximado de mim nesses últimos dias. Mesmo sem tempo pra conversar comigo mesmo, as vezes eu sento e sinto. A conclusão que eu tiro é que tem alguma coisa que não sei bem o que é, mas esta errado.

Hoje finalmente pude sentar e escrever um pouco sobre mim. É difícil para a maioria das pessoas, isto por que a maioria delas vivem atrás de mascaras. Mascaras estas que são impostas a todos para que todos as usem. Eu ainda prefiro ser eu mesmo, e eis que entramos onde quero chegar...

Marcelo Duarte Palagano


Eu não tenho dado o devido valor a quem sou. Tenho me preocupado demais com as atividades da minha vida e me esqueci de quem sou. Afirmar que esqueci é exagero, apenas deixei de lado a atenção sobre quem sou. Isso pode soar estranho para algumas pessoas, mas quando estamos lotados de atividades, tanto do trabalho quanto da faculdade nós, imotivadamente, nos esquecemos de nós mesmos.

Em razão dessa deixada de lado de quem sou eu não percebi quanta falta eu sentia de mim mesmo. Parece simples alguém ler tudo isso aqui e chegar a alguma conclusão que não fosse a que eu gostaria que chegassem, mas a coisa é mais complexa do que podem imaginar.

Com falta de tempo, esta foi a primeira vez que eu não me exigi nada mais e nem nada menos do que um pouco de atenção. Não exigi de mim drogas, doces, pessoas, conforto, musica, prazer, ou qualquer tipo de entretenimento que poderia ser exigido (como já foi várias vezes) por mim.

Foi a primeira vez que eu exigi de mim um pouco de atenção. Nunca foi assim, aliás, foi gostoso isso. Isso só me mostrou o quanto ainda tenho de aprender com situações que a vida me proporciona.

Estamos acostumados a lidar com os problemas dos outros, mas muitas vezes nos esquecemos de resolver os nossos.

Eu chego a essa conclusão tão simples com uma ponderação imensa. As vezes eu olho para alguma coisa por alguns minutos. Pondero sobre a natureza da coisa. Questiono, me surpreendo. O conhecimento de nós, do que queremos, do que precisamos e de tudo o que esta e envolve a realidade é simplesmente sublime.

Não pretendo fazer nenhuma promessa de mudança de comportamento, isso não rola agora.

Mas eu gostaria de deixar claro o quão preocupado estou. E deixar claro mais algumas coisas que merecem ser escritas.

Primeiramente, eu pretendo não me importar com os pré-questionamentos que algumas pessoas fazem de mim. Até por que o pré-questionamento mais importante é o meu em relação a elas. Oras, se alguém não é suficientemente tão importante para mim no momento, por que sofrer com o que aquele ou aquela ali vão dizer ou pensar sobre mim?

A outra coisa e centrar mais o meu tipo social em mim. Acredito muito no pressuposto social que diz que temos de gostar de nós antes de gostar de outro alguém. É verdade, mas este artigo não fala em gosto, não julga se algo é justo ou não, bom ou ruim. Apenas, ressalto, que existiu uma falta de mim para comigo mesmo. É isso.

E eu acho que a mais importante de todas, trate os iguais como iguais e os desiguais como desiguais.